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As Irmandades

As Irmandades são sociedades formadas basicamente por pessoas que têm por finalidade cuidar e honrar os Santos de sua devoção e carinho.

Paralelamente, trazem em si a responsabilidade de participar dos programas sociais religiosos e de amparo aos mais necessitados como órfãos, viúvas, idosos e em especial, no caso da Irmandade de Santa Luzia, no amparo aos cegos e deficientes visuais.

As Irmandades são constituídas por grupos de leigos, sob jurisdição e aprovação do bispo diocesano, não devendo ser, portanto, comparadas às ordens ou congregações de religiosos que em geral são constituídos de pessoas ligadas a votos e regras especiais de obediência católica.

A origem das irmandades data do século XIII. No Brasil diversas Igrejas históricas foram erigidas por Irmandades, não sendo o nosso caso. Mas esta é uma Igreja que, ao longo dos séculos, vem historicamente sendo administrada por grupo de leigos católicos.

Segundo o direito canônico, em todos os Estatutos das Irmandades, deve constar expressamente em uma de suas cláusulas que, em caso de extinção de suas atividades, seus acervos e bens devem passar ao domínio da Mitra arquidiocesana.

O fato é que as Irmandades são dependentes juridicamente, apesar de terem relativa autonomia para elegerem à vontade seus membros, administrar seus bens e constituir-se em personalidade jurídica perante a lei civil.

A IRMANDADE DA VIRGEM MARTIR SANTA LUZIA

A IRMANDADE DA VIRGEM MARTIR SANTA LUZIA, estabelecida à Rua Santa Luzia, 490 – Castelo - Rio de Janeiro, é uma Secular Instituição Religiosa sem fins lucrativos, fundada por obra e graça dos imperiais favores vigentes no século XVI. Pequenina construção edificada no longínquo ano de 1559 e reconhecida pela Câmara em 28 de Fevereiro de 1592.

Em seu acervo Histórico, pode ser encontrado relato que menciona ter sido a referida Igreja de Santa Luzia aquela que abrigou a imagem de N. S. dos Navegantes, trazida por Fernão de Magalhães em 1519 ao aportar na Baia de Guanabara em sua viagem de circunavegação, por ele denominada Baía de Santa Lucia. Existe, também, relato que conta que no ano de 1817, por decisão imperial, atendendo apelos familiares, foi aberta a rua com o nome da virgem Mártir para melhor acesso entre o Convento da Ajuda e a praia da Capelinha de Santa Luzia.

Com o passar dos anos, a referida Capela, após inúmeras transformações arquitetônicas, foi finalmente erigida em 1752 como hoje se encontra, alicerçada por pedras de cantaria, untada por óleo de baleia. Tudo isso, como já dito, encontra respaldo em registro histórico. Baseado no registro de 1559, acredita-se ter sido o ano do inicio das atividades civis da Irmandade da Virgem Mártir Santa Luzia, figurando entre os primeiros irmãos nobres personalidades da realeza imperial.

A Irmandade foi constituída para dar suporte a Igreja Católica no sentido da conservação e manutenção do Templo e Propagação da Fé Católica Apostólica Romana. Vem atravessando os séculos produzindo historias que, muitas das vezes, se confundem com a própria historia da cidade do Rio de Janeiro. Fatos marcantes da vida de nossa cidade foram presenciados pelos seus membros e pelo clero nomeado pela Igreja.

Dentre os fatos que mais marcaram a vida da Irmandade, podemos afirmar que a demolição do Morro do Castelo foi um dos maiores. Tal obra marcou a Cidade do Rio de Janeiro tanto social como arquitetonicamente e muito modificou a geografia do centro da cidade.

Igreja Santa Luzia

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